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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Encoxando as enfermeiras

Segunda Temporada - Décimo quarto capítulo

Três e meia da tarde.
Novamente estou frente a frente com as gatinhas cor de rosa estampadas na calcinha amarelinha de fitinha e bordinhas vermelhas. Elas sorriem para mim, macias e perfumadas.
Um privilégio, estar soterrado por centenas de peças íntimas femininas. A variedade de cores, de tamanhos, de modelos, prova a diversidade desta terra abençoada.
Algumas peças são comportadas, conservadoras; outras totalmente ousadas, como esta que está em minhas mãos. Imagino que, com esse corte e desse tamanho, ela deve, inevitavelmente, gerar algum tipo de desconforto.

O barulho do molho de chaves batendo na porta de metal soa como o sinal para o recreio. Confesso que estou condicionado como o cão de Pavlov.
A chave é girada e a porta se abre, com seu rangido habitual, que incomoda meus ouvidos e me causa um arrepio. As enfermeiras saem por ela e cada uma pega o seu carrinho.
Como sempre, vão falar sobre a experiência que estão fazendo com os enfermeiros.
- Finalmente! Passamos todos eles!
- Veja você..., e você achou que era uma idéia maluca! E então..., gostou?
- Gostei! Quer dizer..., gostei..., mas esperava um pouco mais...
Dá para ouvir a risada meio amarelada delas.
- É..., eu também! Mas, na média...
- Na média? Nota 7!
- É..., que coisa..., a gente não dar nenhuma nota 10!
O silêncio que se segue mostra que minhas amigas desconhecidas estão decepcionadas. Será que são muito exigentes, ou nenhum jogador do time dos enfermeiros foi competente para satisfazê-las? Não faço idéia.
Se pudesse sair do carrinho e mostrar-me, elas colocariam as mãos espalmadas nas faces, e, de olhos arregalados e bocas fazendo biquinho, exclamariam “- Oh!”. Uma olharia para a outra e ambas diriam ao mesmo tempo “- Ah!”.

Pretensão? Claro que não!
Se é o que você pensa, é por que está chegando agora.
Sou o Encoxador Misterioso, baby, a resposta para essa dúvida que a persegue e faz seu ventre repuxar e você colocar a mão aberta sobre ele.
Conheça minha história desde o começo, e entenderá!

Não posso ajudá-las..., as desiludidas enfermeiras não são o meu público. Pelo menos não aqui, incógnito na Ala Feminina. Interessante, pensei agora, nunca ter me interessado por elas...
Param em frente ao quadro de avisos, e lêem o nome das internas escaladas para guardar as roupas de cama, e para organizar o quarto de roupas íntimas. A segunda, obviamente, terá muito mais diversão do que a primeira.
- A Patricinha vai arrumar as roupas de cama, e a..., deixa ver, alteraram aqui..., a Lourdes Miau vai guardar as roupas íntimas.
- Certo! Vamos deixar logo os carrinhos e tomar um café!
Passamos pela porta do quarto de roupas. O carrinho é deixado ao lado de uma grande mesa central, usada para qualquer tipo de arrumação. E perfeita para se deslizar por sobre ela, como já descobri.
Saio do carrinho e escondo-me sob a mesa, protegido pelas cortininhas laterais, de uma brancura meio amarelada, precisando lavar. Agora, é só aguardar a sortuda do dia..., Lourdes Miau! Hum..., quem sabe..., não é raro as pessoas justificarem seus apelidos.

O tempo normal de espera passa, e depois mais vinte e cinco minutos. E ninguém aparece.
Alguma coisa errada está acontecendo. Ouço vozes se aproximando.
- Vamos logo separar e guardar tudo isso!
- As meninas da segurança estão lá acompanhando...
- Que estranho..., não me lembro dessa nova interna..., nem bem chegou e já conversa com um monte de outras...
- Também acho! Mas, olha..., se for uma louca que mantenha as outras sob controle, é muito bem vinda!
As minhas amigas desconhecidas, por algum motivo que não importa, vieram guardar as roupas.
As duas!
Uma situação inusitada - obviamente inesperada - exige alguns segundos de reflexão.

Quantas enfermeiras já encoxei?
Tanto faz..., como posso ter certeza de que eram enfermeiras, se nunca as olhei de frente, e nunca vi um bordado ou um crachá?
Podiam ser dentistas..., fisioterapeutas..., doutoras..., hum...
E as enfermeiras, e todas as estudantes das profissões acima, todas elas se vestem de branco.
Roupa branca dá tesão até no varal!

Volto minha atenção para minha dupla de beldades e faço uma rápida, porém completa, avaliação.
- Hum..., hum...
Como são parecidas..., parece que estou vendo em dobro...
Acho que sei quem gosta dessas calcinhas pequenininhas..., hum..., as duas gostam.
Duas enfermeiras, perfeitas para o meu consolo, a minha benção, ou a minha cura.
E o que nós três poderemos ser? Poderemos ser qualquer coisa!

Toques logo abaixo dos joelhos... elas ficam surpresas. Uma parece assustada!
Rápido, mais dois toques um pouco mais para dentro, onde é mais quentinho. Assombro e satisfação!
Elas entendem bem rápido que já brincaram muito de Chapeuzinho Vermelho, e finalmente encontraram o Lobo Mau.
Olham-se com a intimidade que só as mulheres têm; ambas felizes por compartilharem com a melhor amiga tudo o que vai acontecer. Debruçam sobre as roupas passadas, ao mesmo tempo e com os mesmos gestos.
Encostam seus corpos um no outro; gêmeas siamesas, unidas pelo expectativa do prazer.
Vamos lá queridas, vamos viajar. Ocupem seus lugares em nosso tapete voador, interestelar.

Pega teu alaúde, ó Bardo, e inspira-te nas musas da alcova do teu Senhor!
“Quatro pontinhas durinhas no tecido,
gerando a faísca para a ignição."
"Ninfas conduzindo o Conde pela madrugada escura,
e o entregando nos braços da perdição."
"Potrancas de ancas musculosas,
tremendo e suportando a pressão."
"Ulisses agarrado às sereias,
cantando com elas a mais linda canção."
"O explorador e as mocinhas,
cozinhando em um caldeirão.“


Vejam queridas, os continentes encolhendo lá embaixo..., tudo ficando pequenino..., a faixa azul da estratosfera..., o brilho assustador das estrelas surgindo todas de uma vez.
Milhões de graus centígrados nos consomem, e regamos os desertos secos do planeta com nosso suor. Um trio afinado de vozes ecoa pelo quarto o êxtase da morte e ressurreição: "- Ahhhhhhhh!".
O calor infinito nos funde e modela um novo astro, um pequenino novo sol, para ficar orbitando junto a Ela, que não será mais cantada como solitária, pois finalmente terá seu par.
E as noites de Lua Cheia além de claras, serão mornas, aquecendo os corações dos homens, e restaurando a esperança para todos nós.
Acabou a viagem queridas! Aterrissar!

Duas majestosas aves brancas pousam lentamente sob uma mesa cheia de roupas espalhadas. Encolhem-se e ficam imóveis, de olhos fechados, corpos relaxados, respirando tranquilamente, senhoras de si e do lugar.
Entro rapidamente no carrinho das roupas íntimas usadas que irão para a lavanderia. Aprendi a fazer um gostoso e prático travesseiro, utilizando algumas camisetas dobradas, enfiadas dentro de uma perna de uma calça de pijama. Acomodo-me com o maior conforto possível.

Nossa..., como estou cansado..., preciso voltar a fazer flexões.
Uma dúvida me incomoda: terei ultrapassado uma fronteira perigosa?
Não sei..., o que me ocorre agora é que as astronautas também usam roupa branca.


Índice de capítulos
17) A fuga
16) Uma missão para o Profeta
15) Um troféu para o Encoxador
14) Encoxando as Enfermeiras
13) Pastoreando as Ovelhas
12) Encoxando a Beata
11) Encoxaram o Profeta
10) A empadinha, por Dante
09) A empadinha, por Zé Rola
08) A encoxada que cura
07) A fé que salva
06) Ao encontro das ovelhas
05) Na Ala Feminina
04) Um cara atrapalhado
03) Troca Perigosa
02) Big Boss
01) A visão do Profeta

Primeira temporada completa: A caça ao Encoxador Misterioso

2 leitoras(es) comentaram:

Enio Luiz Vedovello disse...

Uma fronteira perigosa ou não, só o tempo dirá...
Até lá, que reine a curiosidade...

Mary West disse...

Encostam seus corpos um no outro; gêmeas siamesas, unidas pelo expectativa do prazer.


Uia!

Adorey.