Capítulo 7
Seis horas da manhã..., ônibus lotado...
A poluição, o barulho, o trânsito intenso...
Harmonia no caos.
Nada como estar de volta à cidade da gente!
...
Fiquei um tempo fora.
Precisava mudar de ares, espairecer, conhecer lugares diferentes.
Fui para Tóquio andar no metrô de lá, que é tão lotado que existem funcionários de luvas brancas empurrando as pessoas para dentro dos vagões.
Imaginei que me daria bem encoxando umas japonesinhas, pequeninas, fazendo-as flutuar no balanço do trem super-moderno.
Mas não foi muito legal!
...
Dentro do vagão era muito apertado, o que tirava toda minha mobilidade.
Elas são muito parecidas e eu tinha dificuldades para escolher uma.
Escolhida a sortuda do dia, começava a encoxada e, no começo, até que ia bem.
Elas se entregavam de um jeito lânguido que me encantava.
Mas, assim que eu progredia na encoxada elas se assustavam e a interrompiam...
Eu compreendo..., elas não conhecem o approach firme e intenso que o brasileiro sabe dar.
Tive a sorte de cruzar algumas japonesinhas brasileiras, mais saradinhas, com aquele movimento de quadril de quem tem samba no pé.
Prêmio de consolação...
...
Hoje, para comemorar o retorno ao meu reino, espero encontrar uma gostosa, dessas dignas de carregar a faixa de “Miss Tesão”.
Até agora só apareceu o trivial.
Mas eu tenho paciência.
Não sou de encoxar por encoxar.
...
Outra parada..., pouca gente saindo, um montão de gente entrando.
Quantas mulheres..., quatro velhinhas conversando animadas, ninfetinhas com uniforme de colégio, uma trintona bonita e bem arrumada e..., meu Deus!
...
Meu Deus!
...
Dou nota 10 para o traje passeio.
Dou nota 10 para o traje de banho, que as duas linhas branquinhas e fininhas aparecendo sob o estupendo shortinho de jeans com cintinho vermelhinho meio brilhante, subindo paralelas da virilha para a cintura, depois indo uma para cada lado, permitem que eu imagine como seria.
Dou nota 10 para a simpatia, mesmo que não veja importância neste quesito.
Dou nota 1000 para as fantasias que a Miss Tesão me faz imaginar.
...
Que belo par de coxas...
Que barriguinha...
Passa por mim, passa...
Isso..., vá para o fundo do ônibus..., perto daquele banco..., isso!
...
Em que outro lugar do mundo entra no ônibus uma morena alta, de coxas grossas, barriguinha firme, usando um belo tamanco salto sete e um shortinho de jeans minúsculo, daqueles que deixa as bochechinhas do bumbum de fora pedindo para você “Me amassa vai, me amassa...”?
...
Morenaça gostosa, Miss..., shortinho inacreditável... hum...
Vai ser você! Sortuda!
...
Procuro um lugar mais próximo a ela..., pronto!
Um toquinho de leve logo atrás do joelho..., hum..., pele macia...
Ela olha para um lado..., olha para o outro..., parece não se importar!
Aquele toque um pouquinho mais alto..., mais para dentro da coxa...
Mexendo um pouquinho..., para ficar mais quentinho...
Isso...
Olhou para trás com o cantinho do olho..., soltou o ar..., abaixou a cabeça..., começou a rebolar devagarinho...
...
Fisguei!
E pensar que tem gente que gosta de pescar peixes...
...
Somos nós agora, eu e a morenaça.
O ônibus desce na banguela pelo corredor, passa pelo radar e dá um close para o flash que registra o excesso de velocidade.
Se o radar fotografasse com zoom, flagraria dentro do ônibus a sereia preferida de Netuno contorcendo-se de prazer com seus cabelos aloirados flutuando, com dois cavalos-marinhos brincando de fazer amor entre eles.
...
A curva..., força centrípeta..., volta..., pega a reta...
Quase toco meu nariz no seu pescoço, morena..., adoraria encostar muito mais de mim nele, mas não posso fazer isso.
O cheiro adocicado do seu perfume me deixa ainda mais enlouquecido.
Mas não perco o controle baby!
...
As pessoas passam por nós e não percebem o que se passa.
Criamos uma dimensão só nossa no espaço-tempo, uma brecha atemporal, uma fenda espacial livre de alienígenas, onde observamos as galáxias do universo enquanto vivemos o nosso momento.
...
Agora morenaça, chegou a hora, você vai flutuar!
Sinta morena, o que sentiu Santos Dumont vendo lá embaixo a magnífica Paris, o que sentiu Yuri quando descobriu a cor da Terra, o que sentiu Lindenberg depois de ultrapassar a primeira metade do Atlântico, percebendo que não havia mais volta e só lhe restava ir até o fim.
...
Ela olha para o lado esquerdo, na direção da frente do ônibus.
Parece balbuciar alguma coisa...
Olho para lá também e vejo vindo em nossa direção um sujeito que eu conheço...
...
É o cara da havaiana!
O cara que pegou aquele imitador barato que entrou na minha frente na encoxada, e encheu ele de porrada.
Pensando bem, eu só não cheguei primeiro na “enfermeira” por que estava pisando na sandália do sujeito, e isso me atrasou.
Depois esse cara apareceu no jornal...
Esse cara está querendo ME pegar!
É o Zé Gerúndio!
...
Está vindo na minha direção!
Mas vai ter que atravessar um monte de colegiais cheias de bolsas e mochilas, e depois uns manos conversando, ocupando todo o corredor.
Gostaria muito de sair na mão com ele, para por em prática tantos anos da minha arte marcial, mas preciso manter-me incógnito.
....
Vamos morenaça, estamos quase lá!
Ela volta para a minha sintonia, e flutua solta no vento como uma pipa sobre o mar.
...
E ele vem chegando...
...
Isso morenaça, isso...
Sei que já te deram muito do melhor prazer morena, existem muitos homens capazes disso.
Mas igual a esse, você nunca teve e nunca mais terá.
Sinto se serei rude, mas não vai dar tempo de descer você..., vou ter de te soltar!
Perdoe-me morenaça, você viu que sou um cavalheiro e jamais faria uma coisa dessas.
A culpa é desse sujeito esquisito.
...
Ele chega a um metro de nós e fica me encarando..., a porta abre, olho nos olhos dele e solto a morena que cai fazendo um barulho forte dos tamancos batendo no piso do ônibus.
Ele desvia sua atenção para ela, e desço misturado às pessoas.
...
Parece que ele vai me seguir.
Vou pegar o ônibus que está na frente e dar um olé nesse sujeitinho esquisito.
Continua no Documento Tupiniquim, em "Capítulo 8 - A Musa de Zé Gerúndio"
A série que faz gemer sem sentir dor!
8 - A Musa de Zé Gerúndio (dT)
7 - Encoxando a Morenaça
6 - Um Encoxador Amador (dT)
5 - Empatando a encoxada
4 - A Investigação (dT)
3 - Encoxando na TV
2 - O arquiinimigo de Zé Gerúndio (dT)
1 - O ataque do Encoxador Misterioso
Quinta-feira, 22 de Maio de 2008
Encoxando a Morenaça
Sexta-feira, 16 de Maio de 2008
Parte Joker - I Can't Quit You Baby
“You built my hopes so high then ya let me down... so low”
O que é preciso para ser cruel sem remorso?
Estávamos no mirante da Praia da Pedreira, uns cinqüenta metros acima do mar.
Finalmente havia conseguido fazê-la contar a história mais triste da vida dela.
Foi preciso muito amor e confiança para se abrir, ela me disse. Disse também que nunca, nunca mesmo, havia contado aquele história para alguém!
Começou a narrar do ponto da história em que ela está indo correndo avisar os pais de Mariana.
Trabalhei duro para chegarmos até aqui!
...
Entrei pelo quintal, vindo da trilha da prainha, e parei na porta da cozinha.
Eles estavam sentados à mesa conversando e tomando café.
Lembro que havia um pão cortado e um queijo minas sobre uma toalha branca. E um cheiro gostoso de café enchia o ambiente. Uma leiteira estava no fogo.
Ficamos nos olhando por um momento.
Eles pensavam que Mariana estava chegando. Olharam para fora, esticando o pescoço para ver sobre mim, pois meu corpo ocupava a porta.
Quando percebeu que ela estava demorando, Seu Melo disse para dona Ziza: “Essas meninas são unha e carne Ziza! Como é que pode estar uma aqui sem a outra?”.
Dona Ziza respondeu a ele perguntando para mim: “Márcia, cadê a Mariana?”.
...
Havia um grande oco na minha cabeça e as palavras que me ocorriam me pareciam estranhas, como se fossem de outro idioma.
As frases não se formavam para que eu as dissesse. Só a palavra “rio” tinha significado. Eu entendia tudo, mas não conseguia me expressar.
Sem resposta, ela ficou com o semblante desconfiado. Olhou com olhar sério para Seu Mello, devolvendo-lhe a responsabilidade.
Ele virou-se na cadeira ficando de frente para mim, e me olhou mais calmamente. Percebi nele algo como um arrepio de susto quando me disse: “Você está branca menina! Quer tomar um copo de água?”.
Recusei balançando a cabeça; continuei calada.
Dona Ziza levantou-se e veio até mim.
Agachou-se em minha frente e falou calmamente, como falava quando queria pedir alguma coisa e queria que a gente entendesse: “Márcia, aconteceu alguma coisa? Conte para mim. Onde está Mariana?”.
“Rio!”, foi o que respondi.
Seu Melo levantou-se da cadeira e passou por mim como se eu não existisse; atravessou rapidamente o quintal e depois começou a correr, desaparecendo pela trilha.
Dona Ziza levantou-se calmamente, olhou para a mesa posta como se pensasse em guardar as coisas antes de sair. Retirou a leiteira da grelha e deixou-a sobre o fogão. Colocou o avental sobre uma cadeira. Fomos em direção ao rio.
...
- Quantos anos você tinha?
- Onze!
- E ela?
- Onze também, mas era três meses mais nova do que eu.
- Vocês eram amigas?
- Desde os 7 anos, quando nos conhecemos, na primeira série, na escola rural.
...
Dona Ziza andava rápido, me puxando pela mão. Dava passadas largas e eu a acompanhava com dificuldade.
Descemos pela trilha que levava para uma pequena praia de areia branca ladeada de pedras que entravam um pouco para dentro do rio, criando uma pequena baía.
A prainha estava vazia. O rio corria veloz levando galhos de árvores caídos em uma forte chuva recente.
A palavra “rio” parou de ecoar na minha cabeça.
Ouvimos um choro, mais alto do que o barulho do rio.
Um choro profundamente sentido, de alguém que não quer mais estar vivo, pois sabe que morreu naquele momento, nunca terá descanso, e viverá o resto dos seus dias como um zumbi.
Dona Ziza soltou a minha mão e correu até onde Seu Melo estava, do lado direito da prainha, em uma piscina de pedras que recebia água do rio.
Eu a segui e vi quando ela chegou próxima a ele e, de repente, parou no ar, como uma cena congelada no vídeo, e depois caiu, desmanchando-se, como um balão que estoura.
Cheguei e a encontrei no chão, imóvel!
Mais à frente, no fundo da piscina de pedras, como uma boneca de molho no tanque de lavar roupas, Mariana.
Seus cabelos longos eram agitados pela água que não estava cristalina, mas que permitia ver que ela estava com os olhos abertos.
Na borda da piscina estava Seu Melo.
...
Só consegui descrever aquela cena para mim mesma anos mais tarde, quando li “O Velho e o Mar”, do Hemingway: “O pescador olhando para o céu de cabeça erguida e braços abertos em súplica, tendo aos seus pés a maior vitória da sua vida devorada pelos tubarões do destino.”.
...
- Você chorou?
- Não, fiquei calada.
- E como tudo terminou?
- Corri até a minha casa. Cheguei lá ofegante e tremendo. Encontrei minha mãe e contei para ela. Ela mandou alguém chamar os homens que estavam na lavoura. Voltei com eles para a prainha e lá todos estavam imóveis do jeito em que os deixei; mas dos três, apenas Seu Melo não estava morto.
- Ele não disse nada para você?
- Se ele falou algo para mim?
- Sim..., ele não disse nada para você?
- Não...
- Tem certeza?
- Claro!
- E se eu lhe disser que sei o que ele lhe disse, quando te viu ao lado da mulher morta?
...
Ela achou que era uma piada..., mas a certeza na minha expressão a deixou preocupada.
- Você sabe? O quê você sabe?
- Sei que quando Seu Melo a viu ao lado da mulher morta, com a filha igualmente morta a seus pés, entendeu que o pecado havia recebido o merecido castigo. E ele falou: “Por que Deus deixou você aqui?”.
...
Ela “parou no ar”, como acontecera com Dona Ziza muitos anos atrás. Mas não estourou como um balão.
Ficou abobalhada como se, mais uma vez, o oco tivesse se instado em sua cabeça.
Peguei-a pelo braço e sentei-a sobre uma pedra com aparência confortável; depois a cobri com meu paletó para protegê-la do frio trazido pelo vento marinho daquela tarde de outono.
Sentei-me em outra pedra quase em frente.
Ela me olhava de viés, desconfiada de que eu tivesse roubado as chaves do seu diário.
Acendi um cigarro, dei um trago e o entreguei para ela.
- Vou contar-lhe o que sei.
...
Você é sobrinha do Seu Melo, filha da irmã dele que faleceu, vítima de câncer no seio, quando você tinha 3 anos.
Só soube que era filha adotiva aos 7 anos, quando entrou na escola, junto com Mariana.
Quanto fez 9 anos, voltando com Seu Melo de uma visita a um amigo doente, ele alterou o caminho e a levou ao paiol que ficava na lavoura, longe da casa da família.
Lá ele quis brincar de cavalinho colocando você no pescoço dele, só que com você sem calcinha, sentindo o nariz dele entrando dentro do seu umbigo.
...
No dia anterior à morte de Mariana, quando ele a chupava no seu quarto enquanto a mulher fazia o almoço, você disse que a língua dele era melhor que a dos cachorros da casa, que aprenderam com você e faziam a alegria de vocês duas.
Dona Ziza nunca soube de nada até aquele dia. Saindo para pegar um pano de prato no varal, ela viu uma ave caída no outro lado da casa e foi até lá, pelo caminho de terra batida, passando pela janela do quarto da enteada, que estava com a persiana fechada.
Os sons que ouviu vindo da janela há muito não eram ouvidos por ela.
No dia seguinte aconteceu o que você contou.
...
Ela fumava seu cigarro e me olhava com os olhos arregalados.
Levantou-se e caminhou para a borda do despenhadeiro, parando a uma distância segura, ficando de frente para o mar.
Alguns minutos se passaram. Fui até ela e parei ao seu lado. Ela sabia que eu estava curioso.
- Você sabe como foi que aconteceu aquilo com a Mariana?
- Não, não sei. Só você sabe!
- Que saber o que aconteceu?
- Gostaria!
Deu um passo para frente e jogou a bituca do cigarro no vazio, mas o vento a devolveu para a terra.
....
Ela era a preferida do Seu Melo..., era a filha dele...
Ganhava vestidos, sapatos, e me sobravam as coisas usadas dela.
Eu não conseguia aceitar que ele fizesse tudo aquilo comigo e ela fosse a queridinha de todos, a bonitinha, a bonequinha.
Naquele dia, anterior à morte de Mariana, depois de dois anos me chupando todas as semanas, ele tirou minha virgindade.
Ele já dava o pau para eu brincar às vezes, mas foi a primeira vez que ele o enfiou em mim.
Aquele pau grosso, meio torto.
E eu gostei daquilo, como gostei!
Já não era mais a enteada dele, era sua amante, ou sua mulher, já que ele não procurava Dona Ziza há muito tempo.
...
Naquela noite eu não dormi; estava machucada e dolorida.
Fiquei pensando que naquela casa não havia mais espaço para duas mulheres e uma criança. Elas deveriam desaparecer.
No dia seguinte levei Mariana para a prainha.
Com muito custo, pois ela dizia que a mãe nos proibia de ir até lá sem alguém conosco.
Mas eu insisti e insisti, até que a convenci dizendo que os meninos da escola descobriram um caranguejo na piscina de pedras, e ela ficou curiosa para vê-lo.
Chegando lá ficamos na borda olhando para dentro da piscina.
O rio estava cheio e rápido devido às chuvas de março, e a água estava agitada.
Apontei para dentro dizendo que via o caranguejo, e ela se abaixou para olhar.
Bati com força na sua nuca com uma pedra redonda, do tamanho da minha mão, e a empurrei.
Ela não conseguiu ficar em pé.
Debateu-se um pouco e depois afundou, com uma mão para fora da água; e deu para ver as bolinhas de ar da sua última respiração estourando na superfície.
...
Ficamos em silêncio olhando o mar.
Alguns urubus voavam sobre nós.
Pediu-me mais um cigarro. Acendi para ela.
Tinha os olhos cheios de lágrimas, mas não estava chorando.
Só quem sofreu imensa crueldade consegue ser cruel sem nenhum remorso.
...
- Satisfeito?
- Sim, estou!
- Agora quero saber! Como é que você sabia disso?
- Seu Melo me contou!
- Você o conheceu? Quando? Como?
- Ele me contou a parte dele na história, como você contou a sua. Conheci-o uns quatro anos atrás, em uma viagem que fiz a trabalho para o norte de Minas Gerais.
- E ele te contou assim, sem mais nem menos?
Não respondi; apenas a olhei de um jeito que ela pareceu não entender. Continuou.
- Mas não isso não importa! Diga-me, você está aqui por causa dessa história?
- Sim!
- Como assim “Sim!”? Como assim? Quer dizer que o homem pelo qual me apaixonei, no qual vi tudo o que eu queria ver em um homem, só está comigo por causa de um acontecimento em minha vida quatorze anos atrás?
- Exatamente!
- Você me deu tanta coisa! Você me deu tanta coisa... e agora acontece isso... Você é parente do Seu Melo?
- Não, não sou! E nem sabemos se ele ainda é vivo..., não é verdade?
- Eu não entendo! Conhecemos-nos há dois anos e nos apaixonamos. Tudo até agora estava sendo tão bom, tão maravilhoso. Eu sei tudo sobre você..., ou quase tudo...
- Você não sabe em que eu trabalho!
- Não! E havia desistido de perguntar, pois sempre que precisei você estava comigo, me dando sua atenção, seu carinho. Mas, meu Deus, o que está acontecendo? Quem é você afinal?
...
- Sou tudo o que você queria que eu fosse! Sou o homem magro, forte e alto de olhos e cabelos claros, de feições marcantes, com as mãos másculas e pinto grosso, não muito grande. Sou culto, educado, elegante, tenho dinheiro e o gasto com você. Escuto tudo o que você diz, elogio as suas roupas e digo para todos que você é a melhor mulher do mundo.
- Mas então, é tudo uma grande mentira..., não é?
- Penso que é apenas encenação...; a encenação necessária para o jogo. Ou um disfarce, se preferir.
- Um disfarce? Um disfarce para quê?
- Para conseguir chegar até aqui..., para o que vai acontecer!
- Meu Deus, chega! Chega! Chega deste mistério idiota! O que vai acontecer agora?
...
Peguei-a pelo braço com firmeza e a arrastei até a beirada do despenhadeiro.
Lá em baixo as ondas batiam nas pedras.
Apontei para ela um ponto onde as pedras pareciam formar uma piscina.
...
Monte o "Fragmentos de um Romance"
Instruções:
Parte J1-a - God is a concept... amarra em Parte J1-b - Roxane
Parte S1-b - Running with the Devil completa a Parte J(-1)-a - Broken Hearted Blues
Pedaços soltos
F32-u - Be quick or be dead
F66-x - Jumping Jack Flash
O8h-i-i - I Shall be Released
Marcadores: Fragmentos de um romance
O break do Encoxador
Tá ligado?
Ele saiu pruma parada diferente, tá ligado?
As coisa por aqui
ficaram quente
de repente
Tá ligado?
Ele foi prá Tóquio, tá ligado?
É que lá o metrô é lance irado
vem um cara de luva
e as empurra pro teu lado
Tá ligado?
Mas lá não deu não, tá ligado?
É que todo mundo é parecido
e não dá prá ser maneiro
na hora elas sacam
que é encoxada de estrangeiro!
Tá ligado?
O Encoxador Misterioso retorna em breve! Pare de quebrar as maçanetas!
A série que faz gemer sem sentir dor!
8 - A Musa de Zé Gerúndio (dT)
7 - Encoxando a Morenaça
6 - Um Encoxador Amador (dT)
5 - Empatando a encoxada
4 - A Investigação (dT)
3 - Encoxando na TV
2 - O arquiinimigo de Zé Gerúndio (dT)
1 - O ataque do Encoxador Misterioso
Domingo, 11 de Maio de 2008
Viatura 2112
Cabo Valdimir (CV) e Soldado Rubis (SR) comem uma coxinha e dividem uma coca-cola em uma padaria que fica na esquina de uma avenida movimentada da zona sul.
Estão o dia todo em alerta. São quatro horas da tarde e ainda não almoçaram.
Patrulham essa avenida que é uma das rotas de fuga de uma operação de estouro do esconderijo de uma quadrinha de roubo de cargas.
Ficaram no carro desde a manhã, de prontidão para qualquer imprevisto.
Quando souberam pelo rádio que a operação já estava em andamento, o calor e a fome os levaram à prudente decisão de comer alguma coisa para não estarem enfraquecidos no caso de serem chamados a agir.
A porta da viatura está aberta, com o som do rádio alto o bastante para o ouvirem sem chamar a atenção dos transeuntes.
...
SR faz o barulho com o canudinho que CV detesta.
- Tisisisisisisisisisis...
- Tu paras com essa falta de educação!
SR debocha do jeito do parceiro.
- Tem farinha de coxinha na sua camisa!
CV espana a farda com as mãos e escuta o rádio chamando-os para a ação.
...
“Atenção! Veículo em fuga pela Avenida do Lado Sul!”
“Ford Fox vermelho, placa XYZ 1331.”
“Três indivíduos armados e perigosos!”
...
- O bicho pegou!
- Vamos nessa!
CV deixa a ponta de massa da coxinha dentro do pratinho de plástico branco, após envolvê-la em seu guardanapo.
SR dá a última sugada no canudinho.
Saem sem dar satisfação ao rapaz que os observa do outro lado do balcão.
....
CV assume o volante e SR o rádio.
- 2112 em perseguição! Câmbio!
- O Fox acabou de passar por nós!
CV liga a sirene, engata a primeira, pisa, e a viatura zero quilômetro sai cantando os pneus, relinchando como uma égua nova no primeiro cio.
Depois ganha velocidade e se transforma no garanhão poderoso que galopa com a força de dois mil cavalos.
CV acelera. Seu rosto estampa a satisfação meio lunática que SR diz ser “uma expressão de vilão de quadrinhos”.
Em poucos minutos aproximam-se do Fox fugitivo, ficando a uma distância segura, conforme as instruções recebidas do Comando Central.
...
- Já é nosso!
SR está excitado! Não tira os ouvidos do rádio e os olhos do carro que perseguem, enquanto acaricia seu amigo de todas as horas.
- Estou louco para colocar meu camaradinha aqui para trabalhar!
- Tu ficas ligado com essa porra! Não quero ver ele apontado para a minha bunda! Tu estás ligado?
- O que parece? Fica de olho no Fox..., caraca! Olha como ele está rebaixado!
- Rebaixado nada..., está é cheio de bandido!
...
CV e SR são parceiros há dois anos, mas se conhecem há mais tempo, desde os tempos da Academia de Polícia.
Estiveram entre os cinco melhores recrutas da sua turma.
SR é um exímio atirador. É campeão de tiro de fuzil e de pistola. Acerta uma azeitona sobre um muro a 10 metros de distância com seu M16.
Ambos deixaram a academia na mesma época, indo para batalhões diferentes.
CV tornou-se Cabo rapidamente, graças a sua capacidade de comando e a sua visão estratégica.
Assim que ganhou a própria viatura pediu que SR fosse o seu parceiro, conseguindo que ele se transferisse para seu batalhão.
Desde então os dois vem ganhando notoriedade e respeito dentro da força policial.
Fazem uma ótima dupla; se complementam nas habilidades e na diferença de senso de humor.
...
O Fox fugitivo deixa a avenida e entra em uma rua transversal.
Depois de algumas casas, vira a direita, passa por um portão de madeira, e entra em um grande terreno, freando bruscamente, levantando uma nuvem de poeira.
Os ocupantes do carro saem rapidamente, deixando as portas abertas. Correm e refugiam-se em um sobrado nos fundos.
A viatura 2112 pára logo na entrada. No mesmo instante chegam quatro policiais em motocicletas.
- 2112 em posição! Aguardando instruções!
...
“Atenção! Aguardar chegada do Comando Tático!”
“Manter o cerco e impedir fuga!”
...
- Tu estás de colete?
- Positivo! E você?
- Positivo!
- O bicho vai pegar daqui a pouco! O Comando Tático vai entrar rasgando e os caras maus estão bem armados. A gente vai entrar também!
- A gente entra, é claro, mais tu não vais te expor! Vais ficar com teu M16 na retaguarda dando cobertura.
- Vai voar tanto chumbo que vão pensar que é nuvem de marimbondo!
- Certo, mas tu ficas calminho..., temos que esperar o reforço.
...
Para eles, a melhor maneira de esperar a hora da ação era conversar coisas cotidianas. Isso os acalmava e abaixava a ansiedade e o stress.
- Comprei uma coisa para a Dona Otília!
- O que é?
- Um par de brincos de turquesa!
- Minha mãe vai adorar! Para a tua comprei um tocador de MP3 que já vem com todas as músicas do Roberto Carlos!
- Vai matar minha Dona Hilda de “emoções”!
- Nossas mães valem ouro!
- Valem ouro! Não há no mundo pessoas melhores!
- Não, não há!
- Lembra quando sua mãe descobriu que eu gostava de rosquinhas de coco e mandou um pacotão delas para a gente comer na viatura?
- Tu sujaste a viatura toda com coco ralado, e eu tive que passar o aspirador!
- Nossas mães estão felizes conosco, não estão?
- Acho que estão!
- Sabe qual o melhor presente que um filho pode dar para a mãe?
- Não sei..., imagino tantos..., qual?
- Ser digno de ser filho dela!
- É verdade!
...
Enquanto eles conversam, um dos bandidos posiciona-se atrás de uma janela do sobrado, e através de uma fresta aponta para os policiais lá fora com seu fuzil com mira telescópica.
...
Continua...
...
O próximo capítulo de “Viatura 2112” será publicado no Dia dos Namorados.
Marcadores: Viatura 2112
Um dia na vida de Maria
Meu nome é Capitão Ócio.
Minha missão é contar histórias com moral, para lembrar e refletir.
Se já me conhecia, fico feliz em estarmos juntos novamente. Se está chegando agora, leia esta história e se gostar leia as outras.
Hoje, Dia das Mães, vou contar uma passagem na vida de Maria, mãe de um cara muito famoso.
Vamos a ela!
Jesus e Maria, sua mãe, voltavam do mercado.
Ele carregava a sacola cheia com pães, tâmaras, mel e peixe seco, e ela contava sobre uma vizinha, viúva, que estava tendo um caso com um sacerdote influente no Sinédrio.
Dizia que condenava o relacionamento, embora acreditasse que o fato traria benefícios para a vizinha e consequentemente para a vizinhança, já que a administração pública estava uma bagunça, com a indiferença romana e a cumplicidade dos Saduceus, e eles não tinham com quem contar para atender os interesses da aldeia.
Jesus dava atenção à sua mãe; balançava a cabeça afirmativa ou negativamente para parecer concordar com ela.
Porém, pensava preocupado no atraso na construção de dez arados encomendados pelos romanos à oficina do seu pai, José.
Teria que convencer seus irmãos a fazer horas extras com ele para entregar a encomenda no prazo estabelecido.
Precisaria calcular cuidadosamente qual seria o limite do acréscimo nos custos para evitar prejuízo e garantir algum lucro no negócio.
...
Um barulho de multidão chamou-lhes a atenção, tirando Jesus dos seus cálculos e Maria da sua divagação sobre a vizinha e sobre os problemas da aldeia.
Pararam e avistaram, um pouco longe dali, uma agitação que deixou Jesus curioso, e ele quis saber do que se tratava.
Alteraram o seu caminho e foram em direção daquele grupo de pessoas que fazia um grande barulho.
Chegando, constataram que se tratava do apedrejamento de uma mulher adúltera, flagrada em adultério na noite anterior.
Alguns soldados romanos assistiam de perto a manifestação, sem intervir.
Mercadores oportunistas ofereciam vinho e outros produtos às pessoas que chegavam para assistir ou participar do evento.
...
Atiravam na mulher indefesa pedras de todos os tamanhos, e vários ferimentos já apareciam em seu rosto e em suas mãos.
Ela já não gritava e, atordoada com as pedradas, começava a cambalear.
Jesus passou entre as pessoas e posicionou-se na frente da mulher apedrejada, protegendo-a.
Levantou a mão direita e ordenou que cessasse o apedrejamento, no que foi prontamente atendido.
...
Embora o conhecessem e respeitassem, todos estranharam o fato de ele estar interrompendo uma manifestação legítima, destinada a punir as mulheres que cometessem adultério.
Alguns protestaram, alegando que a mulher deveria ser castigada até a morte, pois assim estava escrito.
Fariseus ali presentes disseram que Jesus havia assumido uma posição perigosa, pois, se não sustentasse a lei do Antigo Testamento, daria autenticidade à Lei Romana, que reservava para si o direito único de aplicar a pena de morte.
Jesus ouviu serenamente a todos, até que ninguém mais na multidão se manifestasse.
Ele, mais do que qualquer outro ali presente, sabia que pela lei do Antigo Testamento, os acusadores que fazem a acusação contra uma pessoa devem ser inocentes do mesmo crime.
Em resposta a todos, proferiu a frase que atravessaria a história chegando até nossos dias:
“Quem não tiver pecado, que atire a primeira pedra!”.
...
Todos na multidão se entreolharam.
Ninguém se manifestou.
Jesus segurou suavemente a mulher pelos ombros, olhou-a nos olhos e quando ia dizer-lhe para ir e não pecar mais, uma pedra enorme a atingiu na cabeça, derrubando-a desmaiada, com o sangue jorrando pelo ferimento.
Jesus olhou aborrecido para a multidão e perguntou:
“Quem foi?”.
...
A multidão assustada procurou o autor da pedrada, e rapidamente o identificou.
Alguns ficaram a apontá-la para Jesus, dizendo:
“Foi ela!”, “Foi ela!”.
Jesus se aproximou da pessoa indicada e, ao reconhecê-la, suspirou desanimado e disse:
“De novo mãe? Já falei para você que você não conta...”.
Moral da história
Tem mãe que leva tudo ao pé da letra!
Marcadores: Aventuras do Capitão Ócio
Prêmio recebido e repassado
Braços!
Toninho Moura
Capitão Ócio
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Diágolo
- Deu PT então?
- Deu! Perca total!
- Nossa! E o prejuízo?
- Só não foi mais maior porque a seguradora é boa.
- É, seguradora boa traz menas dor de cabeça.
- Quer ir comigo buscar o cheque?
- Que horas?
- Lá pela faixa etária das duas da tarde.
- Fechado.
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Quinta-feira, 1 de Maio de 2008
Empatando a encoxada
Capítulo 5.
Hoje é um dia especial: sexta-feira com greve do metrô!
O trânsito está infernal, os pontos de embarque estão lotados e os ônibus abarrotados!
Nada mal! Sexta-feira sempre é dia de festa!
Aliás, esta semana está sendo ótima!
...
Na segunda-feira bem cedo eu tomava minha caracu batida com ovo de codorna e assistia na televisão a um desses programas de auditório, com uma apresentadora do tipo “gostosa e burra”, uma platéia cheia de mulheres desocupadas, e dois entrevistados, sendo um policial com cabelo escovinha e um magrelo careca de óculos redondo. E o assunto principal deles era eu!
O policial, da área de inteligência da polícia, afirmou que eu já havia feito sessenta e oito encoxamentos.
Bobagem, esses números não são tudo o que já realizei. Mas gostei da idéia dos “números oficiais” e adotei-os. Agora terei duas contagens, sendo uma “extra-oficial”.
...
Meu sexagésimo nono encoxamento “oficial” foi especial.
Depois do meu café da manhã saí e peguei o primeiro ônibus que passou lotado, onde, depois de passar por alguns apertos, posicionei-me para selecionar a privilegiada, a sortuda que receberia minha atenção naquela manhã.
No fundo do ônibus estava uma senhora que volta e meia eu encontro. Uma senhora já na segunda metade da meia idade, mas ainda inteirona, que viaja sempre em pé, independente de haver lugares vagos.
“Uma vítima voluntária!”, pensei.
E ela estava bem arrumada, como sempre; desta vez em um jeans com ótimo caimento.
Traseiro bonito, cintura fina.
Não que passasse pela minha cabeça escolhê-la.
Há tanta variedade à minha disposição, que dificilmente ela seria minha opção.
Pobrezinha...
...
Então, para meu espanto, vislumbro do lado da senhora inteirona a repórter que eu havia visto nem uma hora antes no programa de TV.
Repórter de programa de TV, casaquinho, saia justa logo acima do joelho, hum...
Não tive dúvidas e parti para o ataque.
O resto nem preciso contar, passou na televisão!
...
Só acrescento que tive vontade de olhar para a câmera escondida da repórter e falar “Alô mamãe!”.
Mas não seria uma boa idéia..., eu a faria sentir-se culpada, mais uma vez.
...
Voltando a hoje..., bem..., ônibus abarrotado!
A viagem vai demorar o triplo do tempo.
Posso escolher com calma.
...
Ninfeta com barriguinha de fora, tatuagem bem acima do cofrinho, hum...
Fortinha e musculosa com agasalho de faculdade de educação física, hum...
Trintona séria, tailler, segurando pastas de papéis, parecendo advogada..., encoxar a advogada, hum...
Moreninha “falsa magra”, bundinha redondinha, vestida de branco, hum..., ai, ai, ai!
Meu ponto fraco: calça branca justa!
Roupa branca dá tesão até no varal!
Vestindo a enfermeira, a fisioterapeuta, a dentista, a doutora..., deus do céu!
Vai ser você, “enfermeirazinha” sortuda!
...
- O senhor poderia estar tirando...
Não entendi se era comigo..., estava concentrado na minha escolhida.
- O senhor poderia estar tirando...
Era comigo; respondi.
- “Estar tirando” o que senhor?
- Estar tirando o pé da minha havaiana!
Eu estava pisando na sandália do sujeito!
- Oh! Perdão!
Ele agradeceu e foi mais para o fundo do ônibus. Tipo estranho, calção, camiseta e sandálias havaianas.
...
Volto minha atenção para a “enfermeira”, e o que vejo me surpreende.
Ela está sendo encoxada!
Um sujeito grandão está bem junto a ela.
Era só o que me faltava, concorrência! E de baixo nível!
Esse cara não sabe nada da arte de encoxar.
Está apertando a pobrezinha contra a lateral do banco..., e mexendo o quadril como um vira-lata sobre uma fêmea no cio..., só falta babar!
Agora está colocando a mão na cintura dela!
Não sabe nada mesmo!
Não demora ela se irrita e dá-lhe com a mão na cara.
...
[Plaft!]
Não falei? Nossa! Que bolacha!
Ela grita: “Socorro! Um tarado me encoxando! Socorro!”.
Alguém pula em cima do grandão e o joga no chão!
É o cara da sandália havaiana!
...
E agora rolam pelo corredor do coletivo, trocando porradas e abrindo um impossível clarão na massa humana que estava espremida.
As mulheres gritam alarmando a todos! Início de pânico!
Pronto! Cortaram meu barato!
...
O ônibus pára e abre as portas; as pessoas fogem assustadas.
Saio para a calçada e caminho rapidamente para longe.
Que pena..., a semana começou tão bem...
E hoje, que tinha tudo para ser um dia glorioso, aparece um imitador barato, um amador sem nenhuma classe que pega a minha escolhida..., e depois aquele tipinho compra a briga, e os dois empatam a minha encoxada.
...
Fazer o quê? Um dia acaba sendo da caça.
...
Não sei por que tenho a impressão de já ter visto aquele sujeito esquisito em algum lugar.
Continua no Documento Tupiniquim, Capítulo 6 "Um Encoxador Amador".
A série que faz gemer sem sentir dor!
8 - A Musa de Zé Gerúndio (dT)
7 - Encoxando a Morenaça
6 - Um Encoxador Amador (dT)
5 - Empatando a encoxada
4 - A Investigação (dT)
3 - Encoxando na TV
2 - O arquiinimigo de Zé Gerúndio (dT)
1 - O ataque do Encoxador Misterioso
Polito, o bonito em: Na piscina
Polito, o bonito.
Um cara mala em situações normais.
Na piscina do clube as meninas do time de voleibol fazem uma informal e animada aula de hidroginástica, orientadas pelo professor de educação física.
O que Polito, o bonito, faria nessa situação?
Colocaria os óculos de natação e ficaria mergulhando entre as meninas, para ver de perto biquínis, coxas e bundas.
Percebendo as meninas incomodadas, o professor de educação física, mais famoso pelos seus dotes físicos do que pelos intelectuais, entra na piscina e se mistura a elas.
Súbito, Polito sai da água, tossindo engasgado.
As meninas riem e o professor pergunta: “Que foi Polito, assustou-se com a mala?”.
Marcadores: Polito o bonito
Boatos e Fatos (2)
1.
Santa Catarina urgente: encontradas as bolas do padre voador.
2.
O travesti Carla declara a respeito de Ronaldo: “Ahf! Fenômeno...”.
3.
Lula será garoto-propaganda da nova campanha do Ministério da Saúde: “Se beber, não dirija!”.
4.
Padre Marcelo Rossi rezará uma missa com todas as mães de crianças vítimas de violência e de abusos no Brasil. Colocará uma a uma no palco para rezar o Pai-Nosso. O Maracanã está reservado para todos os sábados dos próximos dez anos.
5.
Preocupado em compatibilizar a doutrina cristã com os valores do século XXI, o Papa Bento XVI vai trocar a cor centenária dos seus sapatos: de vermelhos passarão para rosa-choque. “Um toque mais fashion!”, anunciou a assessoria de imprensa do Vaticano.
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Sexta-feira, 25 de Abril de 2008
Parte O8-h - I Shall Be Released
Standing next to me in this lonely crowd,
Is a man who swears he's not to blame.
All day long I hear him shout so loud,
Crying out that he was framed.
I see my light come shining
From the west unto the east.
Any day now, any day now, ...
"Não se deve reclamar da própria sorte. Se justiça divina houvesse, todos estaríamos condenados."
“The winner is...”.
...
O vencedor era ele!
Não haveria de ser outro, pois seu filme era o melhor filme do ano, no mundo todo.
O Oscar de melhor filme estrangeiro não era premiação à altura. Mas, falado em português, era o máximo que poderia conquistar.
Milhares de pessoas já haviam aplaudido sua obra, e críticos de cinema da Europa o aclamavam como o primeiro grande diretor do século XXI, “uma mistura de Woody Allen com Alfred Hitchcock!”.
Seus trabalhos anteriores foram sucessos de crítica em seu país, conquistando um público fiel.
Mas o reconhecimento mundial só veio quando convenceu dois grandes atores americanos, um em ascensão e o outro no auge da carreira, a contracenar como protagonistas em uma película chamada “Os caçadores do Encoxador”.
Uma comédia hora burlesca, hora claustrofóbica, e ao mesmo tempo um thriller de suspense hora sexy, hora sufocante.
...
Estourou primeiro em seu país, batendo recordes de bilheteria.
Depois, venceu um festival paralelo em Cannes e recebeu o prêmio da crítica no festival de Sundance.
Nos Estados Unidos estreou em cinqüenta salas, passando para oitocentas três semanas depois.
Apesar do sucesso recusou-se a aceitar convites para filmar em Hollywood.
Dizia que não abria mão da independência criativa, mas, na verdade, apostara no prêmio para o qual caminhava agora, com expressão sóbria, levemente alegre, para receber.
“Oscarizado”, poderia negociar sua verdadeira independência: a financeira.
...
A distância a percorrer era de uns doze metros.
Lá em cima, uma linda atriz lindamente vestida e um ator já premiado por um papel coadjuvante o aguardavam com um sorriso alegremente protocolar.
O palco iluminado em tons de azul brilhava suavemente, e o casal lembrava um par de anjos guardando a porta do paraíso.
Súbito, sentiu um aperto no peito, uma tontura, como se o ar lhe faltasse.
Suas pernas bambearam. Esforçou-se para manter a pose.
“Será que perceberam?”, pensou.
..
Não, ninguém percebeu!
No palco o casal sorria imóvel, como noivos de cera sobre um bolo de casamento.
À sua volta desconhecidos o aplaudiam, sorrindo para a câmera quando ela passava e voltando para uma expressão enfadonha quando ela os tirava de foco.
Olhou para trás, para sua mulher, que beijou automaticamente antes de se levantar. Era sua quarta mulher, trinta e cinco anos mais jovem do que ele.
Belíssima, como as outras três que teve, e que deixou quando começaram a envelhecer.
Voltou-se para o palco e continuou sua caminhada. Pensamentos dominavam sua mente.
“O que me foi difícil na vida? Houve algo que me foi difícil na vida?”.
...
Não, não houve!
Nasceu em berço de ouro, em uma família rica, proprietária de terras no estado do Paraná.
Teve tudo o que podiam lhe dar quando era criança, tudo o que precisava quando era adolescente, e tudo o que desejou a partir daí.
Um dia desejou mais do que qualquer coisa voltar no tempo, para o momento em que tomou uma atitude equivocada que fez com que atropelasse um ciclista no acostamento de uma estrada, jogando-o violentamente contra o pára-brisa do seu carro.
Mas não foi necessário voltar no tempo.
...
Sua família influenciou várias pessoas para que apoiassem uma versão totalmente inverídica do atropelamento, e a sua vítima foi transformada em uma pessoa imprudente, que jogou sua bicicleta sobre o carro.
O ciclista ficou cego, e ele sofreu um ferimento na retina do olho direito que tornou sua percepção da luz ligeiramente alterada.
E essa percepção fez com que a iluminação e as cores dos seus filmes fossem únicas, contribuindo para o sucesso da sua carreira como cineasta.
“Eu tirei toda a visão dele, e fiquei com uma sombra permanente na minha!”.
...
Subiu as escadas até o palco, onde foi recebido pela linda atriz e pelo ator consagrado.
Eles lhe entregaram a estatueta e o colocaram frente ao microfone, para que fizesse seu rápido discurso.
Sua vontade era pegar a estatueta com as duas mãos, levá-la até a boca, beijá-la e colocá-la no alto, acima da cabeça, como o capitão da seleção de setenta.
Sabia que naquele momento, no Brasil, a mídia já o estava transformando em herói nacional. “O primeiro brasileiro a ganhar um Oscar”, depois de tantos outros que “bateram na trave”.
Rojões estariam estourando pelas cidades e muitos estariam bradando “Vitória do Brasil!”, atrás de copos de cerveja, em mesas e em frente a balcões.
Mas não foi isso que ele fez.
…
Disse “tanks” em inglês e depois iniciou seu discurso, de improviso, em sua língua natal, deixando no bolso o texto original.
- Agradeço a todos por este prêmio!
- O cinema de meu país está em festa, mas não por mim, e sim por todos os artistas que já...
- Agradeço a todos...
- Como as coisas podem ser assim?
- É justo eu estar aqui, vendo todos vocês...
- Como me arrependo...
- Será que mereço isso?
- Será que eu deveria estar aqui?
- Meu Deus, tudo isso está errado!
...
Deixou o palco apressadamente, levando a estatueta consigo.
Instruções:
Parte J1-a - God is a concept... amarra em Parte J1-b - Roxane
Parte S1-b - Running with the Devil completa a Parte J(-1)-a - Broken Hearted Blues
Pedaços soltos
F32-u - Be quick or be dead
F66-x - Jumping Jack Flash
Marcadores: Fragmentos de um romance
Polito, o bonito em: O Velório
Polito, o bonito.
Um cara mala em situações normais.
Velório de um conhecido.
Sentada próxima ao caixão, a viúva recebe os parentes e amigos, que se sentam ao seu lado por um instante, um a um, para dar-lhe as condolências.
É uma mulher jovem, e o luto não ofusca sua beleza.
O que Polito, o bonito, faria nessa situação?
Cantaria a viúva enquanto lhe dá os pêsames:
- Há males que vem para bem!
- Você é jovem e bonita, logo vai encontrar alguém para cuidar de você!
- Eu estou à sua disposição para o que você precisar!
A viúva pergunta:
- Você era amigo do falecido?
Polito responde:
- Não, só conhecido!
A viúva completa:
- Eu já sabia! Ele nunca teria um amigo tão mala!
Marcadores: Polito o bonito
Ditados Populares comentados - quatro
Perdido por cem, perdido por mil
- Desde que o prejuízo não seja seu
Quem ri por último ri melhor
- Ri sozinho
Há males que vem para bem
- Os males vem também
A verdade fala pela boca dos pequenos
- Pela boca dos sinceros
Não há rosas sem espinhos
- Procure boas floriculturas
O ótimo é inimigo do bom
- Licença para fazer "nas coxas"
Perguntar não ofende
- Você é homossexual?
Gosto não se discute
- Mas o mau gosto se comenta
A ocasião faz o ladrão
- O caráter é que o faz
Sorte no jogo, azar no amor
- O amor também é um jogo
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Frases para Lula (B)
Imagine como soariam as frases abaixo, se ditas pelo nosso digníssimo signatário Luiz Inácio Lula da Silva.
"Se você obedece todas as regras, acaba perdendo a diversão." [ Bob Marley ]
"Corremos alegres para o precipício, quando pomos pela frente algo que nos impeça de o ver." [ Blaise Pascal ]
"Quem não sabe enfrentar paixões alheias, não sabe governar as suas." [ Benjamin Franklin ]
"A democracia muitas vezes significa o poder nas mãos de uma maioria incompetente." [ Bernard Shaw ]
"O que não sabe é um imbecil. O que sabe e cala é um criminoso." [ Bertold Brecht ]
"Pense continuamente sobre as coisas que deseja, e recuse-se a pensar naquelas que não deseja." [ Brian Tracy ]
"O dinheiro corrompe. Tudo gira ao redor do dinheiro e todos precisam do dinheiro." [ Bruce Willis ]
"Recomende aos seus filhos moralidade; somente isso, e não dinheiro, poderá fazê-los felizes." [ Beethoven ]
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Quinta-feira, 17 de Abril de 2008
Encoxando na TV
Capítulo 3
“Um, dois, três..., no ar!”
Apresentadora:
- Bom dia amigas! Nosso tema de hoje não poderia ser mais atual; discutiremos em nosso programa o assunto do momento na cidade: os ataques contra mulheres em ônibus lotados, executados por um elemento que foi batizado pela imprensa de “O Encoxador Misterioso”.
“Vaias na platéia”.
- Nossos convidados de hoje fazem parte de uma força tarefa montada pela Secretaria Municipal de Segurança para capturar esse indivíduo. São eles:
- Tenente Júlio Manoel Nascimento, da divisão de inteligência da polícia municipal.
“Aplausos normais”.
- Dr. Sigmund Ferreira da Silva, psicólogo especialista em crimes sexuais.
"Aplausos normais”.
- E teremos uma participação muito especial: nossa repórter Juliana Maçã está neste momento em um ponto de ônibus da cidade. Com uma câmera escondida, ela viajará em uma das linhas mais movimentadas. Alô Juliana, bom dia para você!
“Juliana vai entrar..., um, dois, três!”
Juliana Maçã:
- Bom dia para você e para nossas amigas que nos assistem todos os dias!
- Eu, Juliana Maçã, que vocês conhecem das reportagens audaciosas de todos os dias, vou viajar em pé em uma das linhas mais lotadas da cidade, com uma câmera escondida..., como vocês podem ver..., aqui, vejam...; com esta câmera vou mostrar como é o ambiente em que o “Encoxador Misterioso” ataca, e vou transmitir todos os sons com este celular que carrego no bolso, que na realidade é um microfone.
- Também vou puxar conversa com outras mulheres para saber suas opiniões a respeito desse assunto.
- O ônibus está vindo! Já volto!
Apresentadora:
- Uma salva de palmas para nossa querida Juliana Maçã! Ela é uma repórter corajosa, sempre investigando as questões de interesse da nossa cidade!
“Aplausos calorosos”.
- Nossa primeira pergunta vai ser para o Tenente Júlio Manoel Nascimento: Quantas ocorrências já foram registradas no caso do “Encoxador Misterioso”?
Tenente Júlio:
- Bom dia a todos que estão nos assistindo. Quero agradecer pela oportunidade de estar aqui para transmitir para a nossa população a mensagem de que a polícia municipal está mobilizando todos os seus recursos, humanos e logísticos, para resolver esta questão.
- Respondendo a sua pergunta, informo que temos sessenta e oito ocorrências registradas.
“Oh! Na platéia”.
Apresentadora:
- Pergunto ao Dr. Sigmund, como ele entende, como ele caracteriza este indivíduo capaz de cometer, pelos números oficiais, sessenta e oito encoxamentos.
Dr. Sigmund
- Bom dia a todos! O “Encoxador Misterioso” é, sem dúvida, um indivíduo perturbado! Ele não tem condições psicológicas de estabelecer um relacionamento normal com uma mulher, e procura em anônimas - das quais, aliás, pelo que dizem, não olha nem para o rosto – a chance de sobre elas exercer uma dominação plena e inquestionável, aproveitando do ambiente que é, para as vítimas, igualmente opressor, e...
Apresentadora:
- Temos uma chamada da Juliana Maçã, que vai entrar com o som e com imagens da sua câmera escondida.
“Juliana vai entrar..., um, dois, três!”
Juliana Maçã:
- Você gostaria de encontrar o “Encoxador Misterioso”?
Jovem no ônibus:
- Eu gostaria sim! Você já viu o que ele faz com as mulheres?
Juliana Maçã:
- Como assim?
Jovem no ônibus:
- Ele levanta as mulheres do chão! Imagina... , você aqui segurando firme nos bancos ou na barra aqui em cima, com o ônibus cheio de gente, todo mundo colado, e aí vai balançando e você sente aquele negócio te pegando por trás e, vai acelerando, vai freando, vai acelerando, vai freando, vai, vai, vai, levantando você...
“Corta!”
Apresentadora:
- Tenente Júlio, a polícia municipal tem recursos para investigar esta onda de encoxamentos?
Tenente Júlio:
- Perfeitamente! A Inteligência da Polícia Municipal está atuando com vigor e, embora não possa dar detalhes do andamento das investigações, posso assegurar que a captura deste indivíduo é questão de tempo.
Apresentadora:
- Dr. Sigmund, nosso modo de vida favorece o aparecimento de indivíduos como esse?
Dr. Sigmund:
- Totalmente! Vivemos em uma sociedade erotizada. Vemos imagens eróticas em todos os meios de comunicação, e valorizamos a beleza com uma ótica cada vez mais sexual, em detrimento da estética e da...
“Juliana vai entrar..., um, dois, três!”
Juliana Maçã:
- Então a senhora não acredita na história do “Encoxador Misterioso”?
Senhora no ônibus:
- Não, não acredito não! Esses caras que estão em pé no ônibus lotado, se tiverem uma chance, encoxam qualquer uma. Sem falar nas mulheres que ficam se encostando nos caras, só para provocar. Essa história desse tarado que levanta as mulheres do chão é invenção, igual ao chupa-cabra!
Juliana Maçã:
- A senhora anda muito de ônibus?
Senhora no ônibus:
- Antigamente usava pouco. De uns tempos para cá viajo todo dia.
Juliana Maçã:
- A senhora trabalha longe da sua casa?
Senhora no ônibus:
- Não, não trabalho não! Estou desempregada!
“Corta!”
Apresentadora:
- Minha amiga, nossas transmissões ao vivo trazem toda a realidade dos fatos, sem manipulações ou censura!
- Agora, nosso telefone está aí no seu vídeo para você ligar e fazer perguntas aos nossos entrevistados...
“Juliana vai entrar..., um, dois, três!”
Juliana Maçã:
- Ah!
Apresentadora:
- Juliana?
Juliana Maçã:
- Oh!
Apresentadora:
- Juliana, está me ouvindo?
Juliana Maçã:
- Uh!
“Agitação na platéia”.
Apresentadora:
- Produção, estamos com problemas de áudio?
Juliana Maçã:
- Ai, ai, ai, ai..., ai!
“Corta para a câmera escondida”.
Dr. Sigmund:
- Impressionante, olhem as imagens, ela está levitando!
Apresentadora:
- Minhas amigas..., estamos presenciando ao vivo – com exclusividade - algo nunca visto na televisão...
Tenente Júlio:
- Juliana, pode dizer em qual linha de ônibus você está?
Juliana Maçã:
- Oh! Ah! Ah! Ah!
Apresentadora:
- Agüente firme Juliana, estamos com você!
“Torcida na platéia: Juliana! Juliana! Juliana!”.
Juliana Maçã:
- Oh!
- Oh!
- Oh!
- Oh!
- Oh!
- Oh!
- Oh!
- Oh!
...
- Ah!
Dr. Sigmund:
- Inacreditável, ela flutuou e depois voltou para o chão!
Voz misteriosa vindo pelo microfone da repórter:
- Sessenta e nove!
Continua no Documento Tupiniquim, no Capítulo 4 "A Investigação".
A série que faz gemer sem sentir dor!
8 - A Musa de Zé Gerúndio (dT)
7 - Encoxando a Morenaça
6 - Um Encoxador Amador (dT)
5 - Empatando a encoxada
4 - A Investigação (dT)
3 - Encoxando na TV
2 - O arquiinimigo de Zé Gerúndio (dT)
1 - O ataque do Encoxador Misterioso
Polito, o bonito em: A festa Alemã
Polito, o bonito.
Um cara mala em situações normais.
Festa típica alemã. No balcão de bolos e tortas trabalham em trajes típicos duas gerações de belas descendentes de alemães, com mães cortando e colocando os pedaços nos pratinhos, e as filhas atendendo as pessoas na fila. Legítimas representantes da graça e da beleza da mulher germânica.
O que Polito, o bonito, faria nessa situação?
Cantaria a alemãzinha que atende a sua fila, falando alto coisas do tipo:
- Essa loirinha vai ficar bem lá em casa!
- Só compro o bolo se vier com o telefone!
- Se não levar a filha, fico com a mãe!
Quanto chega a sua vez, Polito diz:
- Sabe o que eu queria?
A loirinha linda avisa:
- Um momentinho, por favor!
E depois vai até uma senhora bem idosa que está sentada meio escondida, mais para dentro do balcão, e pede:
- Vovó Helke, tenho que fazer xixi! A senhora pode atender àquele moço mala?
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Quarta-feira, 16 de Abril de 2008
Désirée, saudades de você!
Nu.
Deitado de braços abertos no meio de um estádio vazio.
Não vejo estrelas no céu nublado.
O luminoso mostra uma palavra: “Ausência”.
Minhas mãos me tocam, mas não me excitam.
Eu quero e quero e quero e quero e quero e quero
que nossos corpos estejam novamente
do mesmo lado de um oceano,
navegando na imensa jangada que é a nossa cama,
singrando o mar agitado do nosso dia a dia.
Segunda-feira é 21 de abril.
Será dia de Tiradentes ou da Independência do Brasil?
Não importa.
Você estará de volta,
e eu estarei agarrado ao seu quadril!
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Quinta-feira, 10 de Abril de 2008
Quarenta e cinco, o, o, o
Meu nome é Capitão Ócio. Minha missão no terceiro planeta é contar histórias. Imaginadas ou verídicas, todas tem uma mensagem moral, para lembrar e refletir. Esta trata da determinação e da fé! Se é sua primeira vez aqui, relaxe, que fica mais fácil.
Vamos a ela!
- O relógio marca quareeenta e cinco minutos do segundo tempo! Zero a zero no placar! O empate é do time visitante! Estamos nos minutos finais de acréscimo deste jogo emocionante! Fala daí meu caro Flávio!
- Realmente Armando, estamos assistindo ao jogo mais espetacular do campeonato. Uma final à altura dos oponentes, que chegaram invictos até aqui. Nunca vi um zero a zero como este, com as duas torcidas vibrando e sofrendo durante todo o jogo. Um turbilhão de emoções Armando!
- Acha justo o resultado até aqui Flávio?
- Não Armando! Pelo que a equipe da Associação Atlética Chavantense jogou no segundo tempo, pelas seis, isso mesmo caros ouvintes, seis bolas que chutou na trave, e pelas defesas milagrosas do seu goleiro Frangão, além do pênalti que ele defendeu no primeiro tempo, o empate e o conseqüente título para a Ourinhense me parece injusto. Mas o futebol é bonito por isso..., e eu pergunto aos nossos ouvintes: quem vai sorrir e quem vai chorar? Olha o ataque aí Armando!
...
- Bola rolaaando pela meia direita do ataque da Chavantense, na sua derradeeeira tentativa de vazar a meta adversária..., Lucimar passa para Pereira que sofre o combate do líbero adversário..., pára a bola, levanta a cabeça e inverte – com chute looongo - o jogo para a ponta esquerda. Beto Paraná recebe na altura da linha da grande área, mata a bola no peito e coloca no chão..., boniiito! Toca rápido na frente e passa pelo seu marcador, abre uma avenida e corre com liberdade. Nove jogadores da Chavantense estão na grande área, e a Ourinhense põe seu time todo atrás para se defender!
- Armando, o estádio inteiro está em pé!
- A torcida viiibra caros ouvintes! Beto Paraná cruza, Jurandir sobe mais que a defesa, cabeceia..., na traaave! A bola cai na marca do pênalti, o zagueiro chuta uma, duas vezes..., todo mundo chuta e a bola não sai..., sobra para Jurandir que bate de bico..., na traaave! Haja coração! Na traaave de novo! A bola sooobe em direção ao meio campo..., olha lá, o goleiro Frangão vem correndo para ela...
...
Frangão não é um bom apelido para um goleiro.
Mas esse apelido deve-se mais às suas características físicas do que ao seu talento para o futebol. Magro, pescoçudo, com pomo-de-adão proeminente e cabelo castanho avermelhado, foi “batizado” logo que começou, ainda criança, a treinar no clube da cidade.
Era um atleta aplicado, mas outros garotos da sua geração tinham mais vocação para a ingrata posição, e ele nunca conseguiu ser titular do time.
Foi reserva no infantil, nos juniores, no juvenil e depois, desiludido, desistiu.
Arrumou um emprego como bancário e deixou o futebol para o lazer do final de semana, o churrasco com os amigos ou os eventos da turma do banco.
...
Para a disputa do campeonato estadual da série “C” o time da sua cidade recebeu grandes investimentos de usineiros de cana de açúcar locais.
Contrataram um técnico, uma comissão técnica e um bom elenco de jogadores, a maioria “ciganos” que passam de time em time pelo interior tentando fazer o nome, ganhar dinheiro ou simplesmente casar com alguma moça de família rica.
Para inscrever o time no campeonato era necessário um grupo de 23 jogadores, sendo três goleiros. Contrataram apenas dois, e pediram ao Frangão que aceitasse ser o terceiro goleiro. Sem salário, mas com o direito de treinar com o time.
Frangão aceitou as condições; porém, não foi convocado para nenhuma partida, em casa ou como visitante.
Naquele ano a Associação Atlética Chavantense fez o melhor campeonato da sua história, chegando ao primeiro lugar invicto no seu grupo, com 11 vitórias e 4 empates.
No outro grupo o primeiro colocado foi a Ourinhense, equipe da cidade vizinha, rival antiga, que também terminou invicta com 13 vitórias e 2 empates.
Pelo regulamento do campeonato, o time de melhor resultado escolheria entre a vantagem do empate nos dois jogos finais, ou fazer o jogo final em casa, junto à sua torcida. A Ourinhense preferiu a vantagem dos empates fazendo o primeiro jogo em seu campo.
Primeiro jogo que foi truncado, com as equipes jogando na defesa e arriscando pouco, e que terminou em zero a zero. A decisão ficou então para o segundo jogo, a ser realizado no campo da Chavantense.
...
Na sexta-feira antes do jogo, o goleiro titular da Chavantense, Hugo, saiu com uma moça da cidade, consumiu várias substâncias, entre lícitas e ilícitas, e foi internado com intoxicação, sem previsão de alta.
O goleiro reserva, Betinho, torceu o pé no treino do sábado, e o time ficou sem os dois principais goleiros.
Frangão, que nem pretendia ficar na cidade para assistir ao jogo, preferindo ir pescar no rancho do seu cunhado, foi convocado às pressas para ocupar a posição de titular.
O time não tinha outra opção, e Frangão nem podia pensar em recusar. Era a grande chance do clube da sua cidade finalmente ganhar alguma coisa, e ele seria, pela primeira vez na sua vida esportiva, titular em um jogo oficial de futebol.
No domingo entrou em campo liderando a equipe, com a bola embaixo de um braço e conduzindo uma criança uniformizada pela outra mão.
Posou para a foto tradicional, em pé, braços cruzados, expressão concentrada; ouviu o hino nacional, cumprimentou alguns adversários e foi para sua meta, jogar o jogo da sua vida.
...
- Comeeeça o espetáculo! De um lado a Associação Atlética Chavantense, dona da casa, e do outro a Ourinhense, a visitante. Como você acha que vai ser a peleja, meu caro Flávio?
- Boa tarde para você Armando, e para todos os nossos queridos ouvintes! Este jogo está para a Ourinhense! A Chavantense perdeu seus dois goleiros em dois dias, e está jogando com seu terceiro goleiro, o Frangão, que tem trinta anos e nunca foi titular. Está me cheirando a goleada Armando!
- E com esse nome ele não espera ter o respeito dos adversários, não é Flávio?
- Pois é Armando, e nem da própria torcida, que me parece conformada com a situação. Fazer o que Armando?
...
- Deeesce o time da Ourinhense, Mazinho domina no meio campo e toca para Zé Pereira, que laaança para Marcelinho Lima em profundidade..., Marcelinho passa pelo zagueiro, entra na grande área..., derruuubado! Pêêênalti! Conta o que aconteceu aí Flávio!
- Pênalti incontestável Armando! Cinco minutos do primeiro tempo e a Ourinhense tem tudo para começar a fechar a fatura! Será que eu estava certo Armando?
...
- Mazinho, camisa 10 da Ourinhense, está posicionado. No centro do gol o goleiro Frangão aguarda, olho na bola! O juiz apita, Mazinho corre e solta uma bomba..., deeefendeu Frangão! A bola sobe e vai para escanteio! Que pancada Flávio!
- Armando, o Mazinho soltou uma bomba que foi bem no meio do gol! O Frangão nem se mexeu, a bola bateu nele e foi para escanteio, e agora ele está caído..., o massagista já entrou Armando!
- Escutem caros ouvintes a exaltação da torcida da Chavantense!
“Frangão! Frangão! Frangão!”.
- Armando, o massagista enfaixou dois dedos da mão esquerda do Frangão com um esparadrapo! Acho que no chute do Mazinho o Frangão levou a mão para proteger o rosto e deve ter luxado ou quebrado algum dedo. Ficou mais difícil ainda Armando!
...
- Finalzinho da primeira etapa. Faaalta para a Ourinhense na meia esquerda. Mazinho levanta para a pequena área da Chavantense, Frangão sobe para pegar..., nooossa, quem voou para cima do Frangão Flávio?
- Foi o Marcelinho Lima, Armando; deu uma voadora no peito do Frangão, que tá caído de novo. E o juiz nem tirou o amarelo do bolso! Que absurdo Armando!
- E nem vai dar tempo! O juiz apiiita final do primeiro tempo! Só deu Ourinhense, não foi Flávio?
- É Armando, a Ourinhense perdeu um pênalti logo no começo, mas não desanimou. Só não conseguiu seu gol por que a defesa da Chavantense tá bem posicionada, e, que partida faz o Frangão! Pegou o pênalti e ainda fez mais duas defesas difíceis..., e olha que eu acho que ele está com um dedo machucado, talvez até quebrado, Armando!
...
Frangão luxou o dedo mindinho da mão esquerda, que agora está preso ao seu-vizinho com esparadrapo.
Na dividida criminosa que recebeu do jogador adversário parece ter fraturado uma costela do seu lado direito.
O médico da equipe enfaixa com firmeza seu tórax. Todo o time vê o seu estado e se solidariza com ele.
O técnico pede que todos mirem-se no exemplo de garra e na vontade de vencer do goleiro Frangão, que vai voltar para o segundo tempo com um dedo luxado e uma costela quebrada.
...
A segunda etapa é diferente.
A Chavantense pressiona, valendo-se de cruzamentos para seus atacantes que são altos e de chutes de fora da área, colocando seis bolas na trave, além de obrigar o goleiro adversário a realizar ótimas defesas.
A Ourinhense sente a pressão e recua o time, ficando na base dos contra-ataques, e faria seu gol se naquele dia o goleiro Frangão não estivesse pegando até pensamento.
Frangão defendeu bolas à queima-roupa, chutes de longa distância, pegou uma bola no ângulo em uma cobrança de falta; parece um polvo gigante à frente da meta da Chavantense.
A cada defesa ele ouve seu nome ecoando no estádio: “Frangão!”, “Frangão!”, “Frangão!”.
...
A partida lembra um pebolim alucinado, com a bola indo e voltando de uma defesa a outra, com todos os jogadores buscando o gol com vontade, raça e virilidade.
Mas o gol não sai! A torcida enlouquece a cada lance e fica mais tensa à medida que o tempo passa. O estádio parece um grande auto-falante emitindo para o espaço sons de “Ah!”, “Oh!”, “Uh!”. Ninguém tira os olhos do jogo para não perder nada. Até os policiais que deveriam vigiar a multidão voltaram-se para o campo, e torcem em pensamento por não poderem se manifestar.
...
Aos quarenta e sete minutos do segundo tempo, uma bola chutada de bico de dentro da pequena área bate no travessão e ricocheteia para o alto, para dentro do campo. Vinte e um jogadores e o juiz, que estava para colocar o apito na boca, e todos os demais presentes no estádio ficam olhando para cima, para a bola que sobe, em um momento de incredulidade coletiva.
Menos Frangão, que no momento do chute estava um pouco à frente da linha do meio de campo. Assim que a bola subiu começou a correr em direção a ela, calculando que ela cairia na frente da meia lua da grande área.
...
-... haja coração, na traaave de novo! A bola sooobe em direção ao meio campo e vai cair na frente da meia lua..., olha lá, o goleiro Frangão vem correndo em direção e ela. A bola caiu, pingou uma, duas, Frangão chega, bate de perna esquerda, e...
- Goooooooooooooooool! Goooooooooooooooool do título para a Chavanteeense Flávio!
- Golaço! Golaço Armando! A bola subiu como um foguete e entrou no ângulo, estufando a rede! Golaço do goleiro Frangão! Vai daí Armando!
- Golaço meus caros ouvintes! A torcida da Chavantense grita enlouquecida!
“Frangão!”, ”Frangão!”, ”Frangão!”.
- Armando, ele correu para a torcida e jogou a camisa! Histeria completa Armando!
- Ele está de camiseta branca..., o que está escrito na camiseta dele Flávio?
- Daqui não dá para ler direito Armando! Está escrito “Deus...”, vou ver de perto e já informo...
- Que coisa boniiita meus caros ouvintes, uma manifestação de fé do “nome” do jogo! O goleiro Frangão chegou desacreditado, e foi um lutador, um guerreiro obstinado pela vitória, o maior responsável pelo título histórico conquistado nesta tarde inesquecível pela equipe da Chavantense! É preciso ter fé em Deus para vencer o tremendo desafio que este herói venceu! Ouçam o frenesi que toma conta do estádio! A torcida não pára de gritar!
“Frangão é Campeão!”. “Frangão é Campeão!”. “Frangão é Campeão!”.
...
- Já viu o que está escrito na camiseta dele Flávio?
- Já vi sim Armando!
- E o que está escrito Flávio?
- Está escrito “Deus não existe!” Armando.
Moral da história
"Determinação e fé não andam necessariamente juntas!"
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Quinta-feira, 3 de Abril de 2008
O ataque do Encoxador Misterioso
Capítulo 1
Sete e meia da manhã; vindo de longe, indo para o centro da cidade.
Trânsito intenso, semáforos, cruzamentos, pontos de embarque.
Poucos saem, muitos entram; ônibus lotado.
Junto a uma multidão de estranhos, onde as cores, os sons e os aromas se misturam, estou no meu habitat.
Chamam-me de “Encoxador Misterioso “.
...
Na televisão, apresentadores oportunistas aumentam seu ibope exigindo que a polícia me apanhe.
Gritam “Maníaco sexual!”, “Assediador de trabalhadoras!”, “Molestador de adolescentes!”, entre outros adjetivos.
Os jornais anunciam o aumento do número de vítimas: “O Encoxador Misterioso atacou mais uma vez!”.
Sou assunto nos bares, nos cabeleireiros, nos táxis, em todos os lugares.
Mas ninguém pode me pegar. Tão certo como depois de um dia vem outro dia, estou aqui, agora, procurando minha próxima vítima.
...
Deslizo no espaço exíguo entre as pessoas que se apertam e se amalgamam como massinhas de moldar, solidárias no que o seu dia tem em comum.
Peço licença, desvio de bolsas, de sacolas e de mochilas, procurando aquela que receberá minha atenção, a privilegiada que entrará na minha extensa coleção.
Agradeço aos meus cúmplices involuntários, os homens que ocupam os bancos deixando as mulheres em pé, à minha disposição.
Se a boa educação e o cavalheirismo ainda existissem, eu não teria tanta facilidade para agir.
...
Estudantes, bancárias, operárias, secretárias, domésticas...
Só poupo as idosas, as grávidas, e as mães quando acompanhadas de seus pequenos.
O que vai chamar minha atenção hoje?
A roupa? O pescoço? A cintura? As coxas? A bunda?
Não, o rosto não me interessa..., não faz diferença como elas são quando vistas de frente. Não me importa se são feias ou são belas.
...
Hoje é segunda-feira, sexta-feira foi feriado. Meu apetite está acumulado.
Gordinha de jeans apertado, hum...
Morena clara de cabelo preso, calça comprida e blazer, hum...
Loira falsa alta de coxas grossas, de calça legging, vestidinho por cima e sandália alta de cortiça, hum...
Calça legging com vestidinho, hum..., o conjunto não agrada aos olhos, mas não sou consultor de moda.
Vai ser você, loira falsa sortuda!
...
Encoxar é uma arte!
É preciso dominar um conjunto de técnicas, sobre as quais posso explanar durante horas.
Uma das principais é a dissimulação: não chamar a atenção para não ser identificado. Parecer com todos, e não ser nenhum.
Tomo posição. Primeiro, um toque levemente forte e rápido, atrás do joelho.
Ela mexe a perna para frente, em um reflexo condicionado.
...
Alguns segundos depois, encosto novamente, cinco dedos acima do joelho, mais para dentro da coxa; espero um pouco e subo só um pouquinho, bem lentamente, observando-a e esperando a sua reação.
Ela fica surpresa, levanta a cabeça e olha para trás e para os lados, procurando o responsável.
“Quem será?”, ela deve estar pensando.
“Será o magrelo cheio de piercing? O mano que balança a cabeça como se cantando um rap? O tiozinho careca com fones de ouvido? O gordo barbudo com cara de nerd?“.
Olha com cara feia para todos, desistindo após perceber que ninguém lhe dá atenção.
...
Depois se volta para seus pensamentos, olhando a cidade que passa pela janela, paisagem sabida e decorada, de todos os dias.
Eu retomo meu ataque do ponto onde havia parado.
Gostaria de dizer-lhe baixinho, ao pé do seu ouvido: “Não adianta resistir; vamos deixar que seu corpo a surpreenda!”.
Subo lentamente, aproveitando a lisura da sua calça legging, e ela relaxa.
“Impossível resistir ao meu toque, meu bem!”.
Não sou famoso sem motivo.
...
Agora é só seguir no balanço do ônibus, que acelera e freia, freia e acelera, enquanto as pessoas passam por nós, nos apertando e desapertando continuamente.
Vários quarteirões depois, estamos perto do final da viagem.
Subo até me encaixar perfeitamente entre suas pernas, e ela instintivamente se posiciona.
Aproveito um solavanco do ônibus e, firme e certeiro, levanto-a alguns centímetros do chão.
Seguro-a no alto durante alguns segundos; depois a desço suavemente.
Ela suspira e olha novamente para trás, desta vez com expressão relaxada e olhar lânguido, tentando identificar seu incógnito parceiro.
...
Não é o aposentado que carrega uma pasta de escritório.
Não é o estudante com camiseta de colégio.
Não é executivo de terno e gravata.
Não é o office-boy.
“Não é nenhum deles..., sou eu!”.
Mas não posso me mostrar.
...
Após se recuperar, ela entenderá o que aconteceu: foi mais uma vítima do “Encoxador Misterioso”.
Contará para sua família, para suas amigas ou para suas colegas de trabalho, e provavelmente registrará queixa na delegacia.
Para a mídia, ela será mais um número nas estatísticas.
Para mim, será mais uma doce lembrança na minha coleção.
Como todas as privilegiadas que me “conheceram”, descobrirá em breve que algo mudou, e que sua vida nunca mais será a mesma.
...
Nada como um dia após o outro.
Desço no próximo ponto e oriento-me para saber onde estou.
Paro na banca de jornal para ver as manchetes.
Uma delas me surpreende e me preocupa: “Zé Gerúndio promete capturar o Encoxador Misterioso!”.
A partir de agora, tenho que estar atento!
Continua no Documento Tupiniquim: “Capítulo 2 - O arquiinimigo de Zé Gerúndio”
A série que faz gemer sem sentir dor!
8 - A Musa de Zé Gerúndio (dT)
7 - Encoxando a Morenaça
6 - Um Encoxador Amador (dT)
5 - Empatando a encoxada
4 - A Investigação (dT)
3 - Encoxando na TV
2 - O arquiinimigo de Zé Gerúndio (dT)
1 - O ataque do Encoxador Misterioso
Terça-feira, 1 de Abril de 2008
Segunda-feira, 31 de Março de 2008
5 livros que eu gosto e 1 que ficaria na estante
Recebi este meme do Fernando Cury, parceiro do Documento Tupiniquim, e é com ele que inauguro a tag memes neste blog.
5 livros que eu gosto:
1) "A Erva do Diabo", "Uma Estranha Realidade" e "Viagem a Ixtlan".
Todos de Carlos Castaneda, que conto como um, pois são o alicerce das minha crenças e da minha filosofia de vida.
2) "2001 - Uma Odisséia no Espaço".
Arthur Clarke, que me fez acreditar que o ser humano conquistará as estrelas, e não sucumbirá a si mesmo, como muitos gostam de prever.
3) "Memórias da Segunda Guerra Mundial".
Winston Churchill. O maior conflito da história da humanidade contado pelo homem que venceu o nazismo.
4) "A Marcha".
E. L. Doctorow. A Guerra Civil Americana como pano de fundo para um romance vertiginoso. É meu autor preferido, e confesso que tento copiá-lo, só que nunca com sucesso...
5) "Memórias de Adriano".
Margherite Yourcenar. Já li umas seis vêzes. Não sei como explicar, mas acho fantástico.
1 livro que ficaria na estante
Todos os livros de auto-ajuda, que dizem que não é preciso ser culto: basta aprender alguns truques.
Passo este meme para:
Carolina, do Chá e Bolachas
Juliana, do Quintal de Cores
Daniela, do Letras, Música e Cerveja
Braços!
Marcadores: Meme
Quinta-feira, 27 de Março de 2008
Ditados Populares Comentados - três
De boas intenções o inferno está cheio
- e de fortunas também
Depois da tempestade vem a bonança
- vem a enchente
Eu quero, eu posso, eu sou!
- auto-ajuda para gente burra
Focinho de porco não é tomada
- a menos
